Câmara Municipal aprova transporte complementar; proposta é de autoria de Álvaro Azevedo

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Foto meramente ilustrativa de transporte alternativo/ Reprodução Câmara de SJC


A Câmara Municipal de Nova Lima (CMNL) aprovou um Projeto de Lei (PL) que cria as bases legais para a implantação do transporte complementar municipal com participação popular. A proposta prevê que o serviço seja operado por meio de licitações públicas abertas à participação de cidadãos, microempreendedores individuais e cooperativas locais. Ou seja, será possível que moradores da própria cidade operem as linhas, com regras claras e fiscalização.

O modelo, segundo o vereador Álvaro Azevedo (Avante), autor da proposição “visa atender bairros com vias estreitas, morros ou trechos de difícil acesso, onde o transporte coletivo tradicional não chega, melhorando a mobilidade de forma concreta e inclusiva”, já que carros de passeio, vans e até mesmo micro-ônibus poderão ser inseridos na estrutura, como acontece em outras grandes metrópoles.

Com a aprovação, será permitido a partir de agora, um planejamento técnico, que inclui mapear as regiões com baixa oferta de transporte, estruturar linhas complementares e lançar os editais para operação do serviço, que poderão se feitos através de cooperativas ou de modo individual.

Álvaro Azevedo aponta que o transporte alternativo pode beneficiar também bairros que apresentam as mesmas deficiências em mobilidade, inclusive a falta do atendimento do transporte público municipal e intermunicipal. A cidade tem passado por transformações expressivas (para pior) no trânsito, devido ao alto fluxo de carros e ruas estreitas, que não acompanharam o aumento populacional, como a região central e Norte.

Essa proposta mostra que é possível pensar o transporte de outra forma: com mais participação, mais oportunidade e mais atenção para quem depende dele todos os dias”, afirma. A iniciativa parte de uma realidade concreta: diversas regiões de Nova Lima seguem desassistidas pelo modelo atual, ainda concentrado nas mãos de grandes operadoras. O projeto busca romper com essa lógica e permitir que a Prefeitura amplie o transporte público com foco em quem mais precisa — por meio de soluções acessíveis, descentralizadas e conectadas ao cotidiano da população.

Nos últimos anos, também houve empenho do governo e da Câmara em mobilidade, como por exemplo coletivos municipais a R$2, e gratuito aos domingos e feriados.

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