Delegada fala sobre caso de jovem com deficiência abusada pelo vizinho do pai
A Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM), deu mais detalhes sobre o caso de estupro, envolvendo um homem de 59 anos e a vítima, de 22, que apresenta retardo mental.

Segundo a Delegada Mellina Clemente, “a jovem extremamente vulnerável” foi abusada no dia 3, no Alto do Gaia, enquanto ia na casa do pai, buscar documentos pessoais mas não o encontrou, quando o vizinho a chamou para adentrar na casa e cometeu a violência.

O investigado, já tem uma passagem policial por estupro no ano de 1995, sendo na época outro tipificação, além de ter cumprido pena por tráfico de drogas, cuja condenação foi de 15 anos.
“Eles conversando, e o homem chama ela pra conversar, tira a roupa dela, e dentro da casa ele mantém a relação sexual contra essa jovem vulnerável. A jovem no entanto não percebeu o fato e foi pra casa com sangramento e dores vaginais”, afirmou Mellina Clemente, delegada responsável pelo caso.
No dia seguinte (4) a moça foi até a UBS do bairro, e ao ser atendida, contou para a equipe de enfermagem do fato. As enfermeiras então acionaram a Polícia Militar, que confeccionou o BO e passou o caso para a Civil, que desencadeou a investigação.
“Ela [vitima] nem sabia que aquilo era um ato sexual. Ela contou da penetração, que ele tirou a roupa dela e a partir dali começou a sentir dor e sangrar. As enfermeiras foram extremamente diligentes e a levaram para o Hospital Nossa Senhora de Lourdes, onde passou por exames ginecológicos, e clínicos e tomou a profilaxia necessária após a prática de abuso sexual”, apontou Clemente.
De acordo com dados da Polícia, a mãe da mulher e outros dois irmãos dela também sofrem com deficiência, sendo a genitora acamada. Eles ficam sob os cuidados de um tio da vítima.
Suspeito nega abuso
O suspeito confirmou que esteve com a jovem e conversou com ela, perguntando inclusive se ela tinha namorado, o que demonstra segundo a Delegada “a intenção de cometer um ato sexual”. Ele chamou a vítima para entrar na casa, mas informou que “apenas trocaram beijos”. O homem teria ficado com medo de algum problema e disse que mandou a mandou ir embora.
Nas palavras dele: “sabia que ela tinha um probleminha”, o que para Mellina, denota “uma situação que demostra claramente que ele sabia da vulnerabilidade dessa vítima e a situação que ela se encontrava”.
As investigações vão seguir. Ele pode ser indiciado por estupro de vulnerável, podendo ser condenado a uma pena de 8 a 15 anos de prisão. Ele segue preso preventivamente (sem tempo determinado para soltura).
