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UPA de Nova Lima. Arquivo Portal


A Guarda Civil Municipal (GCM), precisou atuar na manhã desta quarta-feira (5), na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) após uma mulher que buscava atendimento ameaçar uma funcionária, por considerar demorado o atendimento médico. Durante a ação foi encontrado uma faca na sua bolsa. Ela alegou portar a arma branca para se proteger pois seu trabalho é noturno.

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Um vídeo obtido com exclusividade pelo Portal mostra uma pouco da confusão na recepção.  A autora da ameaça, de 29 anos, aponta que estava a cerca de três horas aguardando para ser atendida, e que estaria “morrendo de dor” enquanto “limpavam consultórios” na parte interna.

“Eu já entrei lá dentro, já pedi, eu já conversei, eu to com dor. Eu trabalho á noite, estou esgotada de dor. Ai se eu quebrar eu vou ser presa?”, explana a mulher aos gritos, enquanto outros pacientes também aguardam nas cadeiras e presenciam a cena.



Ao chegarem na unidade, os agentes da GCM buscaram entender da situação. Em conversa com a recepcionista, eles foram informados que em outro momento a mulher se dirigiu da seguinte forma para a funcionária: “Se não me atenderem, eu vou começar a surtar aqui” e que na sequência, a jovem tentou adentrar à força nas dependências da unidade de saúde, sendo contida pelos funcionários da UPA.

Ela então passou a tirar fotografias da vítima e a proferir novas ameaças, afirmando que “iria pular em cima dela”, com ameaça de agressão após o término do expediente de serviço. Durante a busca pessoal realizada pelos guardas na bolsa da autora, foi localizada uma faca. Ela alegou usar o objeto para sua defesa, já que trabalha à noite e sai de madrugada.
 
A mulher passou por atendimento médico e posteriormente foi conduzida à delegacia. As duas envolvidas conversaram e a vítima decidiu não representar contra a autora, portanto não haverá nenhum procedimento policial a respeito do caso.

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Como é definido o atendimento médico?

O paciente, ao chegar em unidades de saúde passa por uma triagem onde é feita uma avaliação inicial para classificá-los por ordem de gravidade e prioridade de atendimento e indicar a urgência do atendimento. O processo inclui a coleta de informações básicas e a avaliação de sinais vitais, e o objetivo é garantir que os casos mais graves sejam atendidos imediatamente e é dividido por cores e divididos da seguintes forma:

  • Vermelho: Emergência absoluta. Risco iminente de morte. Atendimento imediato. 
  • Laranja: Muito urgente. Risco significativo à vida. Atendimento em até 10 minutos (em alguns protocolos). 
  • Amarelo: Urgente. Casos moderadamente graves. Atendimento em até 60 minutos. 
  • Verde: Pouco urgente. Casos menos graves, como pequenos cortes ou resfriados sem complicações. Atendimento pode ser realizado em até 120 minutos. 
  • Azul: Não urgente. Situações simples, sem risco de agravamento, que podem aguardar atendimento em até 240 minutos ou ser encaminhadas para uma Unidade Básica de Saúde. 

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