Requerimento apresentado na Câmara de Rio Acima gera conflito e debate; presidente é acusado de usar estrutura para benefício próprio
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Um requerimento, apresentado pelo presidente da Câmara de Rio Acima, Marcus Morgan (PRD), gerou um clima tenso nesta segunda-feira (3), durante a plenária da Casa, uma vez que o mesmo cobrava informações detalhadas sobre licenciamento ambiental, tributário e de funcionamento de empresas que atuam com controle de acesso na região do Parque Nacional Serra do Gandarela.

Acontece que foi levantado um possível uso da máquina pública para interesses próprios, já que o parlamentar e seu pai, Welligton Morgan, já foram gestores dos complexos do Viana e Índio, um conjunto de cachoeiras na região, que estão dentro da propriedade da família (Morgan). Pai e filho perderam a gestão em novembro do ano passado, que agora é feito por outros integrantes da família.

Segundo apurado pelo Portal, desde a saída da gestão, os dois tem buscado formas de “atrasar” e prejudicar os novos gestores de várias formas, mas sem sucesso. A fonte aponta que “devido a falta de sucesso em outras frentes, agora estão tentando usar o Legislativo para atacar os negócios”, que por anos foi usado “como palanque político” por pai e filho.

Um Instagram criado para promover o complexo de lazer e turístico foi usado pelo vereador com publicações e promoções dele como político reforçando o uso das áreas para benefício próprio.
Uma das reclamações do Marcus Morgan, em plenária, é que os cidadãos de Rio Acima agora pagam para acessar as cachoeiras, o que não era feito na sua gestão a frente do parque. Dados apurados pela nossa redação mostram que é baixo o número de frequentadores que residem em Rio Acima, e mesmo assim alguns destes não respeitam as normas para uso das cachoeiras dentro do perímetro do Parque Nacional da Serra do Gandarela.
Durante a discussão do requerimento, que teve apenas um voto favoráveis e seis abstenções, a vereadora Natália Oliveira (que votou a favor) abriu o debate e chamou atenção para o alto número de abstenções na votação e apontou que poderia estar havendo a interpretação de que o requerimento fosse assunto de interesse particular do presidente da Casa.
Morgan no entanto rebateu os colegas e apontou que poderia estar havendo coação, já que havia um outro parente na plateia e foi repelido pelos colegas de tribuna: “Ninguém aqui é moleque”, rebateu vereadora Natália. Já o vereador Magno Cidó seguiu a fala e afirmou que “não se sente intimidado por ninguém e foi eleito legitimamente, que não deve nada a empresários ou agentes políticos e que a Casa é independente”.
O autor do pedido defendeu que o objetivo da proposição era “garantir transparência, arrecadação correta e regulamentação do turismo. Em determinado momento da sessão plenária, Morgan rasgou a pauta. No final da reunião, ele teria cobrado dos colegas lealdade e houve alteração no clima na área externa.
Morgan foi procurado e ainda não retornou nosso contato.
