Espetáculo “Nascer de Mim” estreia em Nova Lima com reflexão sobre maternidade, identidade e renascimento
Os ingressos são gratuitos e podem ser retirados a partir de uma hora antes do espetáculo, mas programado para 18h:30.
Atriz Juliana Blom. Foto: Divulgação
O Teatro Municipal Manoel Franzen de Lima recebe, neste domingo (26), o espetáculo “Nascer de Mim”, primeiro trabalho solo da atriz nova-limense, Juliana Blom, que propõe uma profunda reflexão sobre identidade, maternidade, e processos de transformação vividos ao longo da vida.

Depois de me tornar mãe, percebi que não era apenas uma nova vida que tinha nascido; eu também precisava nascer de novo. Foi dessa busca que surgiu a Guardiã, personagem que representa a nossa voz interior, essa força que permanece viva mesmo quando nos afastamos de nós mesmas”.
Explica a atriz
Ao longo da apresentação, o público é conduzido por temas como identidade, pertencimento, amor-próprio, culpa, ciclos, liberdade de escolha, ancestralidade e renascimento. Embora tenha como ponto de partida a experiência feminina, a proposta é despertar reflexões universais sobre as mudanças e os recomeços que fazem parte da trajetória de qualquer pessoa.
A montagem, segundo Juliana, nasceu de uma experiência pessoal após a maternidade. De acordo com ela, o nascimento de uma filha também representou o início de um processo de redescoberta de si mesma.

Este é o primeiro monólogo da atriz, que define a experiência como um desafio e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de conexão direta com o público.
“Estar sozinha em cena exige uma entrega muito grande, mas também cria uma relação muito íntima com quem está assistindo. Apesar de ser um solo, nunca me sinto realmente sozinha. Carrego comigo todas as mulheres que inspiraram essa obra, minha equipe, minha trajetória e, principalmente, a Guardiã, que conduz essa travessia comigo.”
Embora inspirado em vivências pessoais, “Nascer de Mim” não é uma obra autobiográfica. A atriz destaca que suas experiências serviram como ponto de partida para representar histórias compartilhadas por inúmeras mulheres.
“Percebi que minhas dores, dúvidas e renascimentos também eram os de tantas outras mulheres. Em cena, empresto meu corpo e minha voz para histórias que atravessam gerações. Essa é a maior potência de ‘Nascer de Mim’: transformar uma experiência pessoal em um encontro coletivo.”
