Exclusivo: PM de Meio Ambiente destrói pontos ilegais de garimpo no Rio das Velhas
Ação ocorreu em Nova Lima, Raposos e Rio Acima, e teve apoio do IBAMA.
Cerca de seis equipes da Polícia Militar de Meio Ambiente (PM MAMB), realizaram uma operação, nesta segunda-feira (30), nas cidades da região que são banhadas pelo Rio das Velhas, contra a extração de ouro, realizada de forma ilegal por garimpeiros.

Denominada de Drakon, em sua quarta fase, foram descobertos pelas equipes e também pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (IBA), ao menos cinco pontos com drogas e bombas de sucção, nas margens e leito do rio.
Segundo a PM MAMB, a atividade recolhe material na areia presente no rio por meio de sucção para separar os materiais e buscar o ouro no meio. Um mergulhador então desce para o fundo com o mangote e na balsa um operador controla a bomba/motor.
“O material sugado passa por uma peneira, que separa a parte sólida da líquida, a qual retorna para o rio sem qualquer tratamento, provocando a turpidez da água”, aponta os militares. Além disso, por muitas vezes é usado mercúrio, metal nocivo para a saúde humana neste processo.
Na área interna das balsas, foram detectados locais sem proteção contra vazamento de óleo, além de galões de diesel e a constatação de derramamento de óleo na água.
Garimpeiros foram vistos nos locais, mas ninguém foi preso, já que fugiram para a área de mata com a chegada das equipes. A atividades irregulares aconteciam durante a semana, por mais de 12 horas diárias, segundo levantamento.
As cinco estruturas foram destruídas pela polícia e IBAMA, o que é previsto em lei. A retirada ilegal de minerais configura crime ambiental e usurpação de bem material pertencente a União.
A pena pode variar de 3 a 6 anos, além de multa, que varia de acordo com a situação e pode chegar aos R$50 milhões.
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